Você sabe a diferença entre diversidade e inclusão? Venha descobrir!

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Você já parou para pensar qual é a cara do Brasil? Certamente, não é um ambiente com apenas pessoas brancas, magras, de cabelos lisos e sem deficiências locomotivas, por exemplo. Enxergar toda a população que compõe um país e permitir que ela se integre nas diferentes oportunidades de emprego é fundamental. Por isso, é necessário pensar na diferença entre diversidade e inclusão.

Afinal, como uma empresa está preparada para atender o povo brasileiro, se nem ao menos existem profissionais que representem a diversidade da população? Além disso, quando uma corporação conta com uma equipe diversa, maiores serão os pontos de vista apresentados e as soluções mais ricas e diversificadas.

Percebeu como é importante pensar na diferença entre diversidade e inclusão e transmiti-los dentro da organização? Então, continue a leitura e reflita comigo sobre o assunto!

Quais as principais diferenças entre diversidade e inclusão?

Não é muito difícil que as pessoas confundam os termos diversidade e inclusão. No entanto, eles não são sinônimos e entender a diferença entre eles é fundamental para o sucesso empresarial referente a estratégias de atração, desenvolvimento e retenção de talentos.

Representação demográfica

Como perguntei antes, você sabe qual é a cara do Brasil? Para além de achismos, saiba que a maior parte da população é feminina. Além disso, os dados indicam que 56,2% das pessoas se autodeclaram negras. Por fim, 23% têm algum tipo de deficiência. Ainda, há o percentual de pessoas do grupo LGBT etc.

Todas essas diferenças correspondem à diversidade, que significa pluralidade. Então, o que se nota é que somos diferentes sob muitos aspectos, como gênero, etnia, raça, religião, idade, cultura etc. Agora, pense comigo, toda essa variação é representada no ambiente profissional?

Garantia de chances iguais

Quando não há inclusão — que é a garantia de que essa diversidade tenha chances iguais — as diferenças mencionadas se transformam em desigualdade. Por exemplo, de acordo com dados do IBGE, as mulheres trabalham, em média, 3 horas por semana a mais do que homens — isso inclui trabalho remunerado, atividades domésticas e cuidado com outras pessoas. Ainda assim, elas ganham apenas 76% do rendimento deles.

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Quando se trata de pessoas negras, as diferenças ficam ainda mais acentuadas. Estudos divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que, entre homens brancos acima dos 25 anos, 18% têm curso superior e renda média em torno dos R$6 mil. Enquanto isso, entre os negros, nessas mesmas condições, apenas 6% têm diploma superior e o salário médio é de R$4.810,00.

Em relação a mulheres, 21% das brancas têm diploma superior e rendimento médio de R$3.981,00. Já entre as negras, a porcentagem é de 9% e a renda média de R$2.918,00. Ou seja, de acordo com o PNAD, as mulheres negras têm a menor renda entre os diplomados.

Valorização

Para atenuar essas injustiças históricas e garantir que uma empresa esteja de portas abertas para todos os profissionais, independentemente de quem sejam, existem algumas leis de incentivos. A cota para pessoas com deficiência, que obriga as corporações com 100 ou mais funcionários a preencher entre 2% a 5% das suas vagas com portadores de deficiência é um exemplo disso.

Diferencial entre os colaboradores

Garantir a diversidade nos espaços de trabalho é fundamental, não apenas pelo cumprimento de cotas, mas pelo papel social. Afinal, a diversidade proporciona um novo cenário de aprendizados e crescimentos para que as propostas empresariais consigam ser coerentes com os interesses diversos do Brasil.

Como você pôde perceber, procurar ter uma equipe plural no seu negócio não é simplesmente para estar em conformidade com a lei, mas sim para multiplicar os resultados da empresa. Isso porque cor, gênero ou deficiência não estão ligados à ineficiência. Além disso, diversidade se liga à inovação.

Então, entender a diferença entre diversidade e inclusão ajuda você a perceber que em um país tão plural, não faz sentido que não haja representatividade no mercado de trabalho. E ainda, quando uma empresa toma consciência disso e dos preconceitos existentes na sociedade em torno de alguns grupos sociais, fica mais fácil promover a diversidade e inclusão.

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