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Feminismo negro: o que você precisa saber sobre o movimento?

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O feminismo é um movimento político e social que luta pela igualdade entre homens e mulheres. No Brasil, esse movimento começou a dar seus primeiros passos no século XIX, com a luta pelo direto ao voto das mulheres. Posteriormente, também incluía o direito a escolha do domicílio e o trabalho sem a autorização do marido. No entanto, nem todas as mulheres puderam usufruir de tais ganhos. Por isso, houve a consolidação do feminismo negro.

Afinal, enquanto as mulheres brancas lutavam por mais participação na política e pela libertação de seus maridos, as negras ainda sofriam consequências da escravidão. Assim, pouco puderam participar desses movimentos. Ou seja, as mulheres negras e brancas de modo geral, tinham necessidades e prioridades diferentes.

Então, a criação de uma vertente diferente do feminismo foi uma forma de atender a isso. Quer entender mais sobre o assunto? Continue a leitura!

Vertentes do feminismo

Conforme mencionado, as mulheres não sofreram as consequências da desigualdade de gênero da mesma forma. Por isso, ao longo da sua história, as pautas feministas precisaram ser diversificadas e organizadas de acordo com as demandas de grupos específicos, que foram estudadas e mapeadas.

Desse modo, houve a criação de diferentes vertentes do feminismo, como liberal, radical, interseccional, marxista etc. Por exemplo, o feminismo transgênero é voltado especificamente para pessoas trans e discute questões de transgeneridade. Isso porque as mulheres que fazem parte desse grupo questionam o que significa ser uma mulher e desafiam a ideia de gênero como um fato biológico.

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Feminismo negro

Do mesmo modo, o feminismo negro é voltado para pautas específicas de quem não sofria de modo limitado pela dominação da figura masculina. Afinal, tanto as mulheres quanto os homens negros eram expostos ao trabalho pesado, castigos e diversas violências. Além do mais, aos olhos dos senhores de escravos, essas mulheres não eram mães, mas sim um instrumento que garantia a ampliação de força de trabalho.

Outra diferença que justifica a necessidade de segmentação do feminismo é o tratamento diferenciado em relação aos corpos das mulheres. Enquanto a branca deveria manter o seu livre de pudores, o da negra sempre foi sexualizado e visto como objeto de prazer. Ou seja, não se pode analisar as categorias de raça e gênero de modo separado. Afinal, não foi só o patriarcado que explorou as mulheres, mas sim, o sistema escravocrata racista.

Principais feministas negras

Sendo assim, a partir da década de 1980, o feminismo negro começou a ganhar força no Brasil. Desde então, nomes como o da intelectual e política Lélia Gonzales, da socióloga Núbia Moreira e da escritora e ativista Sueli Carneiro, passaram a representar esse movimento no país.

Com a chegada do século XXI, essa vertente do feminismo ganhou outros desdobramentos. Atualmente, luta por um protagonismo ainda maior, ganhando a adesão de novos rostos, como o da filósofa Djamila Ribeiro.

Percebeu que não existe pauta única dentro do movimento e que é preciso a consolidação do feminismo negro para nivelar o lugar dessas mulheres ao das brancas? Assim, ambas podem lutar juntas em prol de conquistas mais gerais.

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